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Prevenção da Surdez

Detecção Precoce ou Tardia da Surdez: Vantagens ou Conseqüências


Aproximadamente, uma em cada mil crianças nasce com surdez profunda. Muitas outras nascem com grau menor de surdez e outras mais a adquirem após o nascimento.

A diminuição da audição na criança, principalmente nos primeiros anos de vida, interfere no desenvolvimento das habilidades da fala e linguagem. Efeitos adversos também costumam ocorrer no desenvolvimento social, emocional cognitivo e no relacionamento familiar.

Existe um consenso de que o período mais importante para o desenvolvimento da fala e linguagem é o dos primeiros três anos de vida.

Embora existam métodos efetivos para detectar perdas auditivas desde o nascimento, a média de idade de detecção da surdez está entre três e cinco anos. Graus menores de surdez costumam ser detectados com mais idade, em

geral, quando inicia o período escolar.

O resultado disso é que muitas crianças com deficiência auditiva não recebem aprendizado adequado no período etário considerado o mais importante para o desenvolvimento da fala e linguagem.

Existe, portanto, também, um consenso de que a surdez seja detectada o mais cedo possível a fim de que sejam tomadas, em tempo hábil, as medidas adequadas para o desenvolvimento da criança, com isso minimizando ou prevenindo efeitos adversos.


Qual é o grupo de crianças que deve passar por uma avaliação e quando

deve ser realizada?


Nos Estados Unidos, The National Institutes of Health (NIH) estabeleceu um consenso recomendando que todo recém-nascido admitido na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal passe por uma triagem de avaliação antes de

receber alta hospitalar. O segundo grupo que deve passar por triagem são as crianças que nascem com anomalias crânio-faciais, história familiar de surdez e diagnóstico de infecção intra-uterina, mantidas em alojamento junto com a mãe (sem admissão na UTI neonatal).

Esses dois grupos são considerados de alto risco para surdez neurossensorial bilateral. Ficou estabelecido também que seja feita triagem universal em todas as crianças nos três primeiros meses de vida e que o tratamento de habilitação para o deficiente auditivo seja iniciado aos seis

meses.


Como deve ser feita a avaliação?


Considerando que os métodos de triagem correntemente usados têm vantagens e desvantagens, é preciso estabelecer um modelo que seja o mais eficaz na detecção precoce da surdez. O método ideal seria aquele

facilmente disponível, de baixo custo, com uma completa especificidade e sensibilidade.

Como infelizmente no momento atual isso é impossível, foram estabelecidos critérios baseando-se em duas técnicas universalmente usadas na triagem auditiva neonatal:


  • audiometria de tronco cerebral (Auditory Brainstem Response - ABR)
  • estudo das Emissões Otoacústicas (EOA)


O ABR é um teste de alta sensibilidade que não requer resposta voluntária. Eletrodos são colocados no escalpo e a criança necessita sedação na maioria das vezes; falsos positivos têm sido registrados em recém-nascidos com audição normal.

As EOA é um método simples, de rápida realização, que pode ser feito durante o sono fisiológico, não exigindo sedação nem colocação de eletrodos para realizar o exame. As EOA, entretanto, apresentam maior número de falsos-positivos quando comparados ao ABR, principalmente nas primeiras 48 horas de vida.

É consenso estabelecido pelo NIH que a triagem auditiva neonatal seja feita com as EOA e os casos positivos devem passar por uma segunda triagem confirmatória no ABR. Portanto, o modelo preferido para uma triagem auditiva neonatal universal inicia com as EOA e as indicações são:


  • Todos os recém-nascidos com resultados negativos recebem alta.
  • Todos aqueles com resultados positivos passam por outra triagem no ABR.
  • Os casos que se tornaram negativos no ABR são agendados para novo exame dentro dos seis primeiros meses.
  • Os casos positivos no ABR são agendados para confirmar a existência da surdez, tipo e grau de comprometimento auditivo.


Perguntas que você pode fazer ao seu médico (para os pais):


Por que fazer exame de audição no meu filho tão precocemente?

Caso seja constatada a surdez no meu filho, como ele vai ser curado?

Existe algum risco para o recém-nascido nos exames de audição com aparelhos especiais?


Referências Bibliográficas:


1. Linden A. et al. deficientes auditivos severo-profundos: um estudo

retrospectivo e uma análise prospectiva. Revista Brasileira de ORL V 56, nº

2,1990: 76-79.

2. NIH consensus Statement. Early Identification of Hearing Impairment in

Infants and Young Children, National Institutes of Health. Volume 11, nº 1,

March 1-3, 1993.3. Durant AS et al. Programa Triagem auditiva neonatal - Modelo de

Implementação. Arq. Otorrinolaringol, 8 (1) 2001: 56-61.


Leia Mais: PREVENÇÃO DA SURDEZ - ABC da Saúde. Disponível em: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?478



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